não é por estar no fim que 2007 deixa de surpreender!
Monday, December 31, 2007
Thursday, December 27, 2007
rewind 2007
para ir pensando...
Ponto alto…
Ponto baixo…
Pessoa revelação…
Pessoa desilusão…
Ponto baixo…
Pessoa revelação…
Pessoa desilusão…
Presença(s) constante(s) e imprescindível(eis)...
Figura pública…
O acontecimento (pessoal)…
O acontecimento nacional…
O acontecimento internacional…
O pormenor…
Figura pública…
O acontecimento (pessoal)…
O acontecimento nacional…
O acontecimento internacional…
O pormenor…
O bónus...
A aquisição...
A viagem…
A música…
O filme…
O que descobri sobre mim…
A viagem…
A música…
O filme…
O que descobri sobre mim…
Wednesday, December 26, 2007
Monday, December 24, 2007
knock knock
Who is there?
Mary?
Mary who?

Mary Christmas!:p
É o primeiro ano em que trabalho e também no dia 24. Estou determinada a que nem isso estrague o meu Natal!
Sunday, December 23, 2007
so this is Christmas...
Antes:
Preparei o jantar, a casa, as entradas, a mesa.
Durante:
Depois:
Preparei o jantar, a casa, as entradas, a mesa.
Estava de avental e feliz!
Durante:
Mantive o avental nos primeiros momentos, prepraram-se martinis para quem quis, começaram-se com as entradas, pôs-se música não natalícia (não havia cd's...), falou-se, falou-se, falou-se... Jantámos e falámos, falámos, falámos... Trocámos prendas do amigo oculto no sofá e deixamo-nos estar ali, sentadas, a conversar.
Depois:
Voltei a pôr o avental para arrumar a cozinha, a casa e a mesa. Não é uma prazer em si, mas vale a pena quando e compensação é receber as amigas para jantar!:)
Entrei em Espírito Natalício
Tuesday, December 18, 2007
A propósito do "Nada é perda, tudo é ganho"
Outro dia, ao ler um amigo, comecei a escrever e acabei aqui... A minha avó nasceu há 90 anos, hoje é um bom dia para partilhar:
Gostei do "Nada é perda, tudo é ganho" e acho que essa é a ideia e reter! Quando a minha avó já era velhinha (e isso foi grande parte da minha vida com ela) dizia muitas vezes nos momentos especiais "Graças a Deus por ter vivido para ver este dia", que acho que acaba por ser o mesmo, na essência. Quando a minha avó morreu senti que se tinham acabado os "descontos de tempo", e embora tristemente dilacerada por dentro pelo que a ausência da minha avó me causava já e eu antecipava vir a sentir nas saudades para sempre, senti-me grata pela vida dela ter durado até aos meus 21 anos, 5 meses e 7 dias e não ter acabado antes. Não me zanguei por não a ter para o resto do tempo (só tive muitas saudades que começaram logo ali) e agradeci por todos os dias das nossas vidas!
Discordo COMPLETAMENTE quanto ao "tudo desaparece sem deixar rasto" no momento da nossa morte! Acho que a ideia de imortalidade começa exactamente por não desaparecermos quando morremos porque continuamos a viver através do que fomos (e deixamos como marca) para outros! Eu sou avó (sou também outras coisas, mas sou muito avó e este é o ponto importante neste post). Há muitas coisas que faço, que não faço, que acho, que penso, que sinto... que são o que a minha avó foi para mim em mim, naquilo que sou!
Discordo COMPLETAMENTE quanto ao "tudo desaparece sem deixar rasto" no momento da nossa morte! Acho que a ideia de imortalidade começa exactamente por não desaparecermos quando morremos porque continuamos a viver através do que fomos (e deixamos como marca) para outros! Eu sou avó (sou também outras coisas, mas sou muito avó e este é o ponto importante neste post). Há muitas coisas que faço, que não faço, que acho, que penso, que sinto... que são o que a minha avó foi para mim em mim, naquilo que sou!
No que a mim diz respeito, a minha avó faz parte da minha vida desde que nasci até aos meus 25 anos, 10 meses 27 dias e conheço mais gente como eu...
Wednesday, December 12, 2007
Achei uma delícia
Gosto de gostar de ti!
na forma de tampa de iogurte Danone oferecida a uma das minhas pessoas mais significativas que tem andado num sininho!:p
Revisitando memórias
Conheço pontos separados de Lisboa.
Tenho imagens claras de alguns locais na minha cabeça, mas não sei lá chegar nem ir de um ponto para outro. Felizmente tenho mapa, felizmente tenho vontade, felizmente não tenho medo. Pés ao caminho, pescoço protegido, nariz no ar para ver tudo à minha volta.
Quando chego a uma rotunda tenho uma alegria infantil porque descubro um Modelo conhecido do ano em que no dia 22 de Janeiro fomos a um congresso a Lisboa e eu tinha um novo número, 91 (associações incontroláveis). Acontece-me o mesmo quando acho que estou a ir para Belém, quando passo no Padrão, que tem anfiteatro de orgulho, quando estou próxima da brasserie, do Chiado, do Terreiro do Paço ou penso na Igreja de Santa Ingrácia e no momento que me falaram das dificuldades de construção... Passeios a pé por jardins com passeios largos em dia de regresso de Sesimbra, conversas de avaliações de fim-de-ano e Gulbenkian com exposição de Amadeu Souza Cardoso. Alcântara, Santa Apolónia e Alfama. Jantar no Portugália mais antigo. Nas docas. Elevadores. A câmara de Lisboa que ficava "de lado" e demoramos a descobrir no dia em que viemos ao Parque das Nações num dia de ferias do 12º ano (fizemos sky diving). O sítio onde parámos tempos infinitos quando viemos do Rock in Rio e ninguém se decidia a subir para o Bairro Alto. Perto daquele outro onde, quando era muito mais pequena, parei com a família para lanchar e me lembro de o meu pai ter pedido 1 Ucal (ainda agora quando peço um Ucal sou transportada para este local vago que julgo reconhecer). Avenida de Berna e Avenida de Roma (com respectivos hoteis). Uma estação de metro reconhecida, uma rua ou cruzamento com memórias vagas, mas agradáveis de quando andávamos perdidas em Lisboa à procura do 4º e 5º dias da vida (ciclo de conferências)!:p O meu hotel desta vez fica mesmo perto do sítio onde tiramos uma fotografia em que estão todas muito diferentes e miúdas e que continua entre as fotografias da parede do meu quarto, nunca consegui dizer muito bem porquê...
Quando chego a uma rotunda tenho uma alegria infantil porque descubro um Modelo conhecido do ano em que no dia 22 de Janeiro fomos a um congresso a Lisboa e eu tinha um novo número, 91 (associações incontroláveis). Acontece-me o mesmo quando acho que estou a ir para Belém, quando passo no Padrão, que tem anfiteatro de orgulho, quando estou próxima da brasserie, do Chiado, do Terreiro do Paço ou penso na Igreja de Santa Ingrácia e no momento que me falaram das dificuldades de construção... Passeios a pé por jardins com passeios largos em dia de regresso de Sesimbra, conversas de avaliações de fim-de-ano e Gulbenkian com exposição de Amadeu Souza Cardoso. Alcântara, Santa Apolónia e Alfama. Jantar no Portugália mais antigo. Nas docas. Elevadores. A câmara de Lisboa que ficava "de lado" e demoramos a descobrir no dia em que viemos ao Parque das Nações num dia de ferias do 12º ano (fizemos sky diving). O sítio onde parámos tempos infinitos quando viemos do Rock in Rio e ninguém se decidia a subir para o Bairro Alto. Perto daquele outro onde, quando era muito mais pequena, parei com a família para lanchar e me lembro de o meu pai ter pedido 1 Ucal (ainda agora quando peço um Ucal sou transportada para este local vago que julgo reconhecer). Avenida de Berna e Avenida de Roma (com respectivos hoteis). Uma estação de metro reconhecida, uma rua ou cruzamento com memórias vagas, mas agradáveis de quando andávamos perdidas em Lisboa à procura do 4º e 5º dias da vida (ciclo de conferências)!:p O meu hotel desta vez fica mesmo perto do sítio onde tiramos uma fotografia em que estão todas muito diferentes e miúdas e que continua entre as fotografias da parede do meu quarto, nunca consegui dizer muito bem porquê...
Memórias são muito mais do que imagens, somos nós!
E enquanto revisito memórias tenho certeza que estou a aumentá-las...
Sunday, December 02, 2007
Definitely not
Sexta-feira. Passa das 20h. Um dia de trabalho de mais de 11h e puxado. Frio. Chego ao carro a pensar "pelo menos agora vou-me embora, está quase aí o fim-de-semana, só faltam 2h de viagem para chegar a casa". Entro no carro, ligo-o, ligo as luzes. Espero que aqueça um pouco, meto a primeira, tiro o travão de mão, faço ponto de embraiagem e avanço. O meu carro começa a descair para a direita. O volante está pesado e não me obedece. Páro, já a antever o que viria a ser: "tenho um pneu furado". Já é muito noite, é Sexta-feira, foi greve. Quase não há carros no parque de estacionamento do Hospital. Está escuro. Está frio...
Não pode ter sido uma estrela cadente!
Achei que teria que resolver a situação. Levo o carro um pouco mais para a frente, para um sítio onde apanho luz do candeeiro da rua. Tiro tudo da mala, tiro o pneu suplente e todos os apetrechos necessários. Tiro o tampão (e fico com as mãos imediatamente pretas). Alivio as porcas enquanto o carro ainda está no chão. Pego no macaco. O macaco era uma linha, não o percebia. Rodei-o de város ângulos, pensei em várias hipóteses, nada... Estava frio e as pontinhas dos meus dedos estavam geladas... Resolvi ligar para o meu pai. Estava longe, mas era alguém que devia perceber dessas coisas, um apoio. Primeira coisa que me perguntou? "Já viste o livro de instruções?". "Não pai, ainda não vi...". "A primeira coisa que se faz nestas situações é ver o livro de instruções, para que é que ele existe? ... ... ..." Verdade que deixei de ouvir o meu pai de tão furiosa que estava. (Compreende-se assim que eu seja o que sou: um 1, foi o meu pai!). Desliguei o telemóvel e fui procurar o livro de instruções! Lá vi uma imagem do macaco aberto e consegui perceber como seria para o montar. (O meu pai ligou-me algumas vezes porque se apercebeu que, embora fosse importante ver o livro de instruções, eu estava sozinha e longe a mudar um pneu e precisava de apoio. Pediu-me desculpa pela reacção inicial à moda do meu pai: fazendo perguntas só para manter a conversa e mostrar preocupação e interesse.) Andei à procura de "A" (o ponto onde o macaco devia encaixar") e lá o descobri. Subi o macaco. Tirei as porcas e o pneu. Pus o pneu novo. Apertei as porcas (em X). Baixei o macaco. Apertei melhor as porcas. Afinal não foi assim tão difícil. Não pus o tampão. Guardei o pneu vazio na mala, guardei os apetrechos. Vi que não deixava nada. E comecei, finalmente, a minha viagem de regresso com marcas pretas em todos os pontos por onde as minhas mãos se tinham lembrado de passar no processo!
No fim duas constatações:
- Mudar um pneu tem sido sobrevalorizado!
- É bom que algumas coisas tenham livros de instruções!
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