Wednesday, May 30, 2007

consequência do post anterior

"O tempo, conforme um muro, uma torre, qualquer contrução, faz com que deixe de haver diferenças entre a verdade e a mentira. O tempo mistura a verdade com a mentira. Aquilo que aconteceu mistura-se com aquilo que eu quero que tenha acontecido e com aquilo que me contaram que aconteceu. A minha memória não é minha. A minha memória sou eu distorcido pelo tempo e misturado comigo próprio: com o meu medo, com a minha culpa, com o meu arrependimento."
José Luís Peixoto, Cemitério de Pianos (p.145)

Não é uma óptima maneira de dizer aquilo que já sabíamos?

Depois de tanto falarmos da construção de memórias e da sua falibilidade
deixamos a descrição psicológica e passamos à descrição literária.
Parece-me bem!

Monday, May 28, 2007

Gosto de palavras...

Gosto de conhecer muitas e saber o seu significado.
Gosto de as conjugar de maneira a conseguir exprimir aquilo que sinto.
Gosto que as consigam conjugar de maneira a fazerem-me sentir aquilo que sentem.
Gosto que o todo não seja apenas a soma das palavras mas muito mais do que isso.
Gosto que, não se saiba vindo de onde, se sinta algo maior do que o que poderia alguma vez ser dito.
Gosto quando se consegue dizer tudo com poucas palavras porque se sabem escolher.
Gosto das pessoas que sabem descrever magistralmente os momentos importantes independentemente de poderem parecer extremanente simples e quotidianos.

E se calhar, mais do que isto tudo, gosto de pensar que é tudo subjectivo. Que aquilo que acho magnificamente descrito com aquele tipo de pormenores que o tornam delicioso para mim não têm o mesmo impacte em todas as pessoas!

Ainda bem, senão... o que seria do amarelo?:p

sabias que...

Gosto mimos e atenções?

(derreto-me especialmente com os pequenos e desnecessários... no momento em que são mais necessários!)

Sou fácil de levar...

Não é preciso muito para que aqueles que ocupam um lugar especial na minha vida me levem. Basta um uma voz meiga e um olhar doce e/ou perdido (ou de gato das botas) e já está: ganho a consistência de gelatina, faz-se de mim o que se quer!

Gosto disso em mim!:p

Friday, May 25, 2007

parece que estamos na época das papoilas


foi tudo muito bom!

Tuesday, May 08, 2007

Abraça-me com a força que gostas de mim!

Tuesday, May 01, 2007

cracking cookies on the train...

a solo

Não sei qual é o mecanismo que nos faz estar caladas, mas o meu, obviamente, não funciona! Se calhar até é por isso que tenho algum prazer em atravessar o país, de comboio, sozinha, apreciar a vista, ouvir música, ler, observar e pronunciar apenas aquelas palavras ocasionais estritamente necessárias. Nesses momentos não estou centrada em mim, não estou centrada fora de mim; estou descentrada, é como se pairasse...

Concentrado de fds

Para os restantes 9 este era um fim-de-semana de 4 dias, para mim teve que ser concentrado em 2. Mas foram dois dias "imensos". Estes programas de conjugação do verbo ir sabem-me sempre lindamente! As atenções do amigos de cá e de lá, a base numa casa muito bonita, no centro de uma cidade na ponta do país mas num centro de interesses, os dias preenchidos e preenchedores, as pequeninas coisas e os pormenores, as despedidas à "pessoa importante" (era a única pessoa com 10 pessoas a dizerem-ME adeus da plataforma;) lembram-me que sou uma pessoa verdadeiramente abençoada!

na margem do Alqueva

Não faltaram as quiches, o pão, a manteiga, o fiambre, o chourição, o salame, as batatas-fritas, o sumo, a coca-cola, o bolo de chocolate, o sol, o rio, o verde, a vista, a viola, a manta, a camtilena, os amigos...
ao tempo que não fazia um pic-nic!

roxinho nos campos, roxinho no céu

É um facto que nesta altura os campos do alentejo se vestem de muitas cores, cor de vermelho papoila, de branco e amarelo margarida/mal-me-quer, roxinho de outras flores que não sei o nome e verde de fundo, que fazem uma paisagem delícia que me faz ter vontade de correr pelos campos com chapéu de palha, cestinho e vestido (à moda dos filmes dos anos 50) e ser imensamente feliz!

a conjugar o verbo ir... em conjunto!:)

25 de Abril

Emociono-me sempre na altura das comemorações do 25 de Abril. Ver imagens e ouvir os relatos de como as coisas eram "antes". Perceber as profundas mudanças e todas as coisas conquistadas (que já tomamos por garantidas) lembra-me de lhes dar valor. Perceber que depois do golpe as coisas poderiam ter facilmente caído para o outro lado e não caíram fazem-me ter orgulho na história do meu país e em todos os que se tiraram dos seus cuidados com o objectivo de conseguir algo melhor e para todos! Emociona-me a maneira como as pessoas se mobilizaram, se empenharam e acreditaram mesmo que Portugal e o mundo podiam ser melhores. Emocionam-me os relatos que mostram uma vontade e esperança transbordantes... Emociona-me a maturidade de um país que fez uma revolução em que o único vermelho que se fez presente foi o dos cravos!


A mim, o 25 de Abril lembra-me que podemos ser capazes de grandes feitos, se quisermos!