"O tempo, conforme um muro, uma torre, qualquer contrução, faz com que deixe de haver diferenças entre a verdade e a mentira. O tempo mistura a verdade com a mentira. Aquilo que aconteceu mistura-se com aquilo que eu quero que tenha acontecido e com aquilo que me contaram que aconteceu. A minha memória não é minha. A minha memória sou eu distorcido pelo tempo e misturado comigo próprio: com o meu medo, com a minha culpa, com o meu arrependimento."
José Luís Peixoto, Cemitério de Pianos (p.145)
Não é uma óptima maneira de dizer aquilo que já sabíamos?
Depois de tanto falarmos da construção de memórias e da sua falibilidade
deixamos a descrição psicológica e passamos à descrição literária.
Parece-me bem!
deixamos a descrição psicológica e passamos à descrição literária.
Parece-me bem!


