a sessão de cinema à meia-noite, o lanche na esplanada, os reecontros pós-Páscoa seguidos de missa "muito intensa", o jantar com amiga recém-chegada, o café de "conta-férias", o super jantar (muito qualidade de vida!) no espírito "quinta-noite-tertúlia", o lanche em interior envidraçado com a chuva a bater com força, os "copos" em noite chuvosa, os passeios e o programa caseiro seguido de tapas fora de horas devem ser mais ou menos isto...
Será que me estou a aproximar de um óasis ou vou mesmo sair do deserto?
"E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão que tudo podia ser meu para sempre."
("Eternamente", Miguel Sousa Tavares)
O "eu" que sou devo-o a muita gente. Alguns ainda fazem parte da minha vida, outros não... A todos: Obrigada!
"A eternidade não é o tempo sem fim. O tempo sem fim é isuportável. Já imaginaram uma música sem fim, um beijo sem fim, um livro sem fim? Tudo o que é belo tem que terminar. Tudo o que é belo tem de morrer. Beleza e morte andam sempre de mãos dadas."
"A discussão prolongava-se e ambos se perdiam numa oratória confusa que os deixava esgotados, acusando-se mutuamente de ser mais teimosos que um burro mas no fim davam as boas noites com um beijo e ficavam ambos com a sensação que o outro era um ser maravilhoso."
("A Casa dos Espíritos", Isabel Allende)
Sabe-me lindamente saber que posso não concordar e mesmo assim não deixo de gostar... e MUITO!
"A leste, a oeste, a norte e a sul, já só o deserto me cercava. Então, devagar, mas cada vez mais profundamente, tomou conta de mim uma alegria de criança deslumbrada."